Perfil de Investidor: Quais São os 7 Principais Fatores Determinantes e Como Descobrir o Seu Agora

Seja sincero nos seus pensamentos: quantas vezes você já ouviu o termo “perfil de investidor”?

Acredito que muitas.

Afinal, essa é uma expressão amplamente utilizada no mercado financeiro, especialmente quando falamos sobre finanças pessoais.

Todos que saem da inércia do investimento “bê-a-bá” do banco para investir por conta própria e estudar mais sobre finanças acabam se deparando com esse termo.

Nada mais justo, já que essa é uma categorização muito útil para quem está iniciando a sua busca pela independência financeira.

Sabe aquele papo de que é necessário se conhecer bem antes de tomar decisões importantes?

Acredite: ele faz total sentido.

O primeiro passo que você deve tomar antes de começar a investir o seu dinheiro (seja em renda fixa ou variável) é justamente esse:

Fazer uma autoanálise e descobrir um pouco mais a respeito de si mesmo.

E foi justamente para facilitar esse processo de autoavaliação do investidor que surgiram os diferentes perfis de investidores.

Eu sei que muitas vezes pode parecer uma grande balela, ou algo desnecessário.

Entretanto, não é.

Se você não desenvolver esse autoconhecimento, provavelmente você cairá em armadilhas e fará maus investimentos.

E isso, por sua vez, lhe trará grandes prejuízos financeiros e frustrações!

Por isso, você precisa entender bem qual é o seu perfil.

Então continue lendo esse artigo para entender pontos importantes sobre o assunto, como:

Como de costume, quero pedir para você me ajudar em minha missão de transmitir esse conhecimento para cada vez mais pessoas e permitir que elas também alcancem a independência financeira.

É só usar um dos links abaixo:

Convide outras pessoas para descobrir qual é o perfil de investidor delas e, dessa forma, permitir que elas também façam investimentos melhores!

POR QUE EU PRECISO SABER O MEU PERFIL DE INVESTIDOR?

Imagine a seguinte situação: João é um idoso aposentado, mas que continua trabalhando duro para sustentar sua família.

Avesso a riscos, todos os meses ele consegue guardar uma pequena parcela do seu suado dinheiro na poupança do banco.

Ele é casado, tem três filhos e sua esposa atualmente está desempregada.

Com o objetivo de dar um destino correto para o seu dinheiro, João vai ao banco conversar com seu gerente.

Lá, o profissional de finanças conversa com João e recomenda um plano de previdência privada PGBL como o destino de sua poupança.

Confiante de que estava fazendo uma boa escolha, João aceita a recomendação do gerente.

Pouco tempo depois, acompanhando seu investimento, João percebe que o seu dinheiro não está rendendo como ele esperava.

Na verdade, ele vê uma parte significativa do seu dinheiro sendo devorado por taxas sobre as quais ele não havia sido alertado.

Depois de alguns meses, João decide desistir do plano de previdência, regatar o seu dinheiro (que mais uma vez é abocanhado por mais taxas) e devolve o dinheiro para a poupança.

A partir desse relato, quais são as suas percepções?

Bom… na verdade, é possível extrair várias lições dessa situação fictícia.

A primeira delas é a regra de que jamais devemos simplesmente “terceirizar” todas as nossas decisões financeiras.

Não confie cegamente no gerente de banco, no analista, no expert ou no seu amigo que entende do assunto.

Avalie o grau de confiabilidade do profissional que lhe assessora e sempre pergunte-se: “como ele é remunerado pelo serviço prestado?”

Caso você não tenha plena confiança no trabalho desse profissional, então você deve seguir um outro caminho: assumir a responsabilidade e tomar as decisões com base no que você conhece depois de aprender sobre determinado tema.

Mas, voltando a história.

O maior erro de João foi o fato dele desconhecer o seu perfil de investidor.

Se ele soubesse essa informação previamente, poderia ter evitado cair no convite do gerente para investir em algo que não se adequasse ao seu perfil.

É lógico que o profissional de finanças também tem a sua parcela de culpa.

E eu nem quero entrar no mérito da preparação do gerente ou se ele indicou um produto financeiro visando o seu benefício próprio.

O fato é que João poderia ter evitado essa situação se soubesse expressar com propriedade quais são as características que o definem como um investidor.

Eu poderia ficar aqui um bom tempo dando exemplos de como é importante ter esse autoconhecimento.

Mas eu acho que a mensagem ficou clara.

Saber o seu perfil de investidor é muito importante e vai te ajudar a entender quais são os seus limites dentro do universo das finanças.

FATORES QUE DETERMINAM O SEU PERFIL DE INVESTIDOR

Quando falamos sobre perfil de investidor, pode parecer em um primeiro momento que estamos tratando de um assunto bastante abstrato ou mesmo longe da realidade.

Porém, é bem fácil entender como isso se aplica no dia a dia.

Confira a seguir os fatores que determinam o seu perfil de investidor.

#1 – AVERSÃO AO RISCO

Em via de regra, o brasileiro médio se considera “avesso ao risco”.

Isso significa dizer que a maioria dos investidores daqui não suportam a ideia de ver seu patrimônio investido se desvalorizar.

Assim, elas preferem optar por “perder” alguns benefícios (em outras palavras, uma rentabilidade maior no longo prazo) em troca de um pouco mais de segurança.

Isso é totalmente válido e não há um “certo ou errado” aqui.

Não há problema nenhum em não gostar de se expor aos riscos.

Contudo, você sempre deve se lembrar da relação entre risco e retorno.

Se você montar uma carteira que vá lhe proteger totalmente do risco de perder dinheiro de um dia para outro ou de um mês para outro, certamente essa carteira não lhe proporcionará uma rentabilidade muito superior à da inflação no longo prazo.

E isso pode ser absolutamente viável para você, dependendo de alguns dos outros 6 fatores que veremos a seguir.

Porém, por experiência própria, eu posso dizer que essa postura de aversão total ao risco de mercado pode ser bastante prejudicial para você.

Aliás, eu até gravei um vídeo inteiro sobre esse tema, que vou deixar aqui abaixo, e também escrevi um completo artigo a respeito:

Então, sempre lembre-se de pensar em todos os fatores elencados acima antes de tentar definir qual é o seu nível de aversão ao risco!

#2 – OBJETIVOS FINANCEROS

A definição de seus planos também é bastante importante para revelar o seu perfil de investidor.

Se o seu objetivo é alcançar a independência financeira nos próximos 5 anos, é quase garantido dizer que os seus investimentos serão diferentes de alguém que tem um prazo de 50 anos para conseguir o mesmo feito.

Portanto, a definição dos seus objetivos pode ajudar você a entender qual deve ser o seu perfil de investidor.

E não adiantar ser genérico neste momento.

É preciso ser bem específico, pois assim a solução para o seu plano também será mais clara.

Alcançar a independência financeira nos próximos 5 anos é um objetivo bem claro (e bastante ousado dependendo da situação).

Por isso, não economize nas palavras ao pensar nos seus objetivos financeiros.

#3 – NECESSIDADES FUTURAS

Mesmo que você tenha os seus objetivos financeiros muito bem definidos, é preciso levar em conta as suas necessidades futuras.

É muito comum as pessoas subestimarem o seu “eu” daqui alguns anos, imaginando que essa pessoa terá exatamente as mesmas necessidades que o “eu” do agora.

Isso nem sempre é verdade.

Em pouco tempo, a vida de um indivíduo pode mudar drasticamente, assim como as suas necessidades.

Quer um exemplo simples?

Imagine que você trabalha em uma multinacional que está abrindo uma filial em outro país.

Para continuar empregado, você se vê obrigado a aceitar uma transferência, mesmo não sabendo falar o idioma nativo do lugar para onde você está indo.

A partir daí surgem duas necessidades: uma mudança de endereço e o aprendizado de um novo idioma.

Você precisará se adequar a esse novo cenário, o que também exige alguns sacrifícios financeiros.

Alugar uma nova casa, adaptar-se a uma nova cidade, pagar um curso de idiomas e muitas outras necessidades que não estavam previstas.

Sim, esse foi apenas um exemplo.

E é lógico que não dá para ficar contando com todas as possibilidades do mundo na hora de pensar em suas necessidades futuras.

Porém, na hora de estipular seus objetivos financeiros, é bom fazer um exercício de imaginação e pensar como será a sua vida no futuro.

Será que as suas necessidades serão as mesmas de hoje?

Ou elas mudarão drasticamente?

Pense nisso.

#4 – IDADE

Outro fator muito importante que define o seu perfil de investidor é a idade.

Afinal, uma pessoa jovem tem muito mais tempo para se recuperar de um revés financeiro do que um idoso.

Além disso, é muito comum o idoso ter a necessidade de realizar resgates financeiros regularmente para complementar a sua renda.

Dessa forma, a sua carteira deve ser montada pensando nessa necessidade de resgate e numa geração maior (e mais previsível) de renda passiva.

Portanto, saiba que a idade é determinante para o perfil de investidor e para a escolha de produtos financeiros.

#5 – SITUAÇÃO FAMILIAR E FINANCEIRA

No caso do João que exploramos no exemplo acima, as situações familiares e financeiras deveriam ter sido levadas em conta na hora de sugerir um produto financeiro.

Afinal, estamos falando de outros aspectos bastante importantes para definir o perfil de investidor.

Como ele era o chefe da família e o único provedor do lar, era preciso pensar em um investimento que focasse em segurança e preservação do capital investido acima de tudo.

João certamente não estava numa situação que lhe permitisse montar uma carteira desenhada para o longo prazo.

Porém, há pessoas que se encontram em situações um pouco melhores que a de João.

Com uma família estruturada e pais com um bom emprego fixo, um jovem pode se aventurar um pouco mais na hora de investir.

Ele pode assumir um grau de risco um pouco maior.

Por isso, é sempre importante pensar bastante sobre a sua situação familiar e financeira antes de definir o seu perfil de investidor.

#6 – PRAZO

Aspecto muito ligado aos objetivos financeiros, ter consciência do prazo para a realização dos seus planos é extremamente importante.

Afinal, não adianta muito fazer planos sem uma data definida para concretizá-los.

Sem um prazo limite, os objetivos financeiros podem se arrastar por anos sem nunca serem atendidos.

Planejar se aposentar aos 55 anos é muito mais fácil – e viável – do que simplesmente querer se aposentar o mais rápido possível.

O prazo estipulado coloca uma certa dose de pressão e clareza sobre a realização do plano, forçando os seus objetivos financeiros a serem realizados.

#7 – CONHECIMENTO

Por fim, posso dizer que o conhecimento também é determinante para definir o seu perfil de investidor.

Se você não entende de um produto financeiro, arriscar-se nele não é muito sábio.

Se você não confia no profissional que lhe assessora financeiramente, então a situação fica ainda mais agravante!

A boa notícia aqui é que esse é o fator que pode ser mais facilmente manipulado dentro todos os itens listados até agora.

Tudo o que você precisa fazer é pesquisar, estudar e entender como funcionam os produtos financeiros e como eles se adequam a cada perfil de investidor.

No caso do João do exemplo fictício que usamos, um homem que já está aposentado, um plano de previdência para a aposentadoria não parece fazer muito sentido.

Esse problema poderia ter sido evitado caso João tivesse pesquisado um pouco sobre produtos financeiros e explicado melhor a sua situação para o seu gerente.

Portanto, busque conhecimento para não ser engado e entenda muito bem o seu perfil de investidor.

OS DIFERENTES PERFIS DE INVESTIDOR

Considerando os diferentes fatores que determinam o perfil de investidor, é possível chegar a três tipos básicos:

  • Conservador: esse é o investidor que não tolera riscos e prioriza a preservação dos seus recursos. Essa pessoa sabe que não terá uma rentabilidade muito maior do que 3% ao ano acima da inflação no longo prazo. Ou seja: ela opta por não comprometer o seu patrimônio, mesmo que a rentabilidade recebida pelos seus investimentos seja abaixo da média. Geralmente são investidores com pouco conhecimento do mercado e com todos os recursos alocados em renda fixa.

Alguns exemplos de investimentos conservadores: fundos de renda fixa conservadora, como os fundos DI, Tesouro Direto, Certificados de Depósito Bancário (CDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

  • Moderado: esse é o investidor que dá importância à segurança, mas assume riscos um pouco maiores em busca de rentabilidade acima da média do mercado. São investidores que podem buscar uma rentabilidade de longo prazo mais próxima a 6% ao ano acima da inflação. Geralmente, são pessoas com um pouco mais de conhecimento sobre o mercado que dividem a carteira entre renda fixa e variável, até mesmo com uma parcela do valor investido em ativos atrelados ao mercado internacional.

Alguns exemplos de investimentos moderados: além dos investimentos conservadores, podemos mencionar fundos multimercados, debêntures, ações, fundos de ações, aluguel de ações, fundos imobiliários e Letras Financeiras.

  • Arrojado ou agressivo: esse é o investidor que possui um grande conhecimento do mercado. Ele assume riscos mais altos em busca de uma rentabilidade ainda maior. A pessoa que se enquadra nesse perfil geralmente possui a maior parte de sua carteira alocada na renda variável.

Alguns exemplos de investimentos agressivos: além dos investimentos moderados, também podemos mencionar operações de bolsa com derivativos ou no mercado a termo.

É importante mencionar que alguns especialistas dividem os perfis de investidor em mais categorias.

Porém, isso tem pouca importância para o aprendizado do conceito.

Se você entender os fatores que definem o perfil de investidor, saberá facilmente identificar as características de cada categoria.

COMO DESCOBRIR O MEU PERFIL DE INVESTIDOR?

Nesse ponto da leitura, é muito provável que você já tenha uma boa noção de qual é o seu perfil de investidor.

Isso porque os fatores que definem essa caracterização deixam a resposta muito clara.

Eu não posso indicar, apenas com esse texto, qual seria o seu perfil.

Afinal, esse é realmente um trabalho bastante pessoal de autoavaliação.

Por isso, resolvi criar essa incrível (e gratuita) ferramenta online de análise de perfil do investidor.

Através dela, você responde a um rápido questionário e, baseado nas suas respostas, identificamos se você é um investidor conservador, moderado ou agressivo.

Então clique aqui para ter acesso à ferramenta!

Agora, caso você prefira não realizar o teste e mesmo assim tem certa curiosidade em descobrir qual é o seu perfil, então aqui eu vou me arriscar em algumas generalizações:

Se você é uma pessoa totalmente avessa a riscos, já possui uma certa idade, sustenta a sua família com o seu trabalho e não possui muito conhecimento sobre o mercado financeiro, é muito provável que você seja um investidor conservador.

Agora, se você é jovem, com objetivos financeiros bem definidos, com um prazo bastante longo e vive em um contexto familiar e financeiro saudável, você provavelmente se encaixa no perfil arrojado.

Porém, se as suas características não tendem nem para um lado, nem para o outro, é provável que você seja um investidor moderado.

No final das contas, esses fatores apenas ajudam a trazer a resposta à tona, mas ela deve sair naturalmente.

Diante disso tudo, qual é o seu perfil de investidor?

CONCLUSÃO

Eu espero sinceramente que este artigo tenha ajudado você a descobrir qual é o seu perfil de investidor.

Também torço para que estas palavras tenham conseguido transmitir a importância de definir o seu perfil na hora de fazer investimentos.

Se você ainda estiver com dúvidas, deixe um comentário logo abaixo!

Ficarei muito feliz em poder ajudar você a responder as suas perguntas.

Agora, se você está buscando mais conhecimento sobre o mundo das finanças, recomendo esses meus outros três artigos:

Fico no aguardo da sua contribuição para este artigo.

Até a próxima!

Ramiro.