Alguns investimentos da renda variável podem oferecer retornos que vão além da valorização dos ativos no mercado.

No caso das ações e fundos imobiliários (FIIs), o pagamento de dividendos pode oferecer resultados interessantes ao investidor — especialmente visando o longo prazo. Você conhece essa possibilidade?

Para aumentar as chances de obter bons resultados com seus aportes na renda variável, no entanto, é importante compreender como funciona a distribuição desses proventos.

Além disso, vale a pena saber como investir com foco no recebimento dessa renda passiva.

Quer saber mais sobre o tema e se planejar melhor para usufruir dessa estratégia e ampliar seu portfólio?

Então descubra como funciona o pagamento de dividendos e veja como aproveitar dessa frequência para construir seu patrimônio!

Vamos lá?

O QUE SÃO DIVIDENDOS?

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Os dividendos consistem em uma divisão de parte dos lucros obtidos por um negócio.

O objetivo desse provento é remunerar os acionistas, de modo a mantê-los interessados em se tornar ou permanecer como sócio do negócio.

Quando se fala em investimentos na bolsa de valores, os dividendos representam uma parte dos lucros obtidos por empresas e fundos de investimento imobiliário (FIIs) negociados em bolsa.

Assim, eles são distribuídos entre investidores, de acordo com a proporção de ações ou cotas que cada um possui.

Um dos pontos de destaque sobre os dividendos é que eles são isentos de Imposto de Renda.

Contudo, quando se trata de FII, é preciso cumprir alguns requisitos, como número mínimo de cotistas no fundo e limite máximo de cotas em posse do investidor que busca a isenção. 

PARA QUE SERVEM OS DIVIDENDOS?

Dividendos: o que é?

Como você viu, os dividendos visam remunerar os investidores. Portanto, além do rendimento que pode ser obtido com a valorização de ações ou cotas de investimentos, os dividendos trazem um retorno adicional.

Assim, esse pagamento visa atrair — ou manter — o interesse de investidores.

Inclusive, um pagamento de dividendos mais elevado ou mais frequente pode servir como um fator de decisão a favor de determinado investimento, dependendo dos objetivos do aporte.

Além disso, o pagamento de dividendos pode ajudar a compensar uma menor valorização dos ativos no mercado.

Afinal, empresas que costumam distribuir maiores proventos são aquelas mais consolidadas no mercado. E, normalmente, oferecem um potencial de valorização mais limitado ao longo do tempo.

Desse modo, a distribuição frequente de dividendos tende a compensar essa característica e manter o investimento atrativo para os investidores na bolsa.

Devido à sua característica recorrente, o pagamento de dividendos costuma ser útil para quem busca viver de renda. Como a distribuição normalmente ocorre de maneira periódica, você tem a chance de obter uma renda passiva que, com o tempo, pode ser capaz de atender às suas necessidades financeiras mensais.

COMO FUNCIONA O PAGAMENTO DE DIVIDENDOS?

Se a sua intenção é estabelecer uma estratégia de alocação visando o pagamento frequente de dividendos, também é importante saber como eles são pagos, certo? Primeiro, é preciso entender quais investimentos contam com essa distribuição.

Como você já aprendeu, as ações de empresas listadas na bolsa e os fundos de investimento imobiliário (FIIs) são investimentos conhecidos por distribuírem proventos. O montante a ser pago, no entanto, depende de cada companhia ou FII.

Os FIIs têm uma porcentagem mínima a ser observada — 95% dos lucros devem ser distribuídos, quando existirem, semestralmente.

Entretanto, isso não acontece com as ações — cujo percentual está definido no estatuto da empresa. Por isso, existem companhias que são melhores pagadoras de dividendos que outras.

Na prática, a distribuição acontece após a apuração do lucro tributável, sobre o qual são recolhidos os impostos e taxas devidas pela companhia ou fundo. Depois, é aplicado o percentual do que será distribuído aos investidores.

A partir desse resultado, os dividendos são pagos proporcionalmente à participação dos acionistas ou cotistas, considerando o número de cotas ou ações que possui.

Portanto, quanto maior for o seu investimento, maior poderá ser o dividendo recebido.

Também é importante saber que os dividendos costumam ser pagos de maneira regular, conforme o estatuto da companhia ou a lâmina do fundo.

A distribuição pode ser anual, semestral, trimestral ou mesmo mensal, por exemplo — respeitando as obrigatoriedades de cada alternativa.

Dessa maneira, em um investimento de longo prazo, espera-se que essas parcelas dos lucros se acumulem e permitam ao investidor impulsionar sua carteira de investimentos — e o seu patrimônio.

QUAIS AS PRINCIPAIS DATAS PARA OS PAGAMENTOS DE DIVIDENDOS?

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Quando se fala no pagamento de dividendos, existe uma data para que o montante seja depositado para o investidor. Entretanto, essa não é a única data a ser considerada — principalmente quando o objetivo é manter uma rotina de recebimento recorrente.

Por exemplo, a “data de declaração” dá início ao processo de pagamento, pois indica que o conselho aprovou a distribuição desses proventos.

Já a “data-com” representa a data-limite na qual o investidor precisa estar com as ações em sua carteira para ter o direito de receber os proventos.

Então ela representa o último dia em que um novo investidor pode adquirir os papéis ou a data a partir da qual é possível vender os ativos e ainda ter direito aos dividendos.

Enquanto isso, a “data-ex” é o dia imediatamente após o data-com. Logo, representa o momento a partir do qual não há pagamento de dividendos no período para a ação.

Sendo assim, quem investir depois dessa data não recebe os proventos daquele período, mas pode receber da próxima vez, caso mantenha os papéis na carteira.

É importante saber, ainda, que o preço do ativo negociado na bolsa é ajustado para baixo após a “data-ex”.

Por exemplo, se a ação ABCD4, que divulgou o pagamento de R$ 1,00 em dividendos por ação, fechou o dia anterior cotada a R$ 20,00, na data “ex” ela irá abrir no mercado sendo negociada a R$ 19,00.

Conhecer essa dinâmica pode ajudar o investidor que foca em proventos a manter uma agenda de dividendos. Assim, é possível manter todas as datas organizadas, permitindo melhor planejamento e controle sobre os pagamentos.

COMO APROVEITAR O PAGAMENTO DE DIVIDENDOS?

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Como você viu, é possível investir para viver de dividendos. Com uma carteira de ações e fundos imobiliários que são bons pagadores, é possível conquistar uma renda passiva.

Mas é possível ir além para aproveitar esse tipo de pagamento.

Ao realizar o reinvestimento recorrente dos ganhos obtidos com essa forma de remuneração, você pode ampliar sua capacidade de investimento sem comprometer uma parte maior do seu orçamento.

Assim, se torna possível acelerar a acumulação de patrimônio e alcançar seus objetivos financeiros em um tempo menor.

Porém, para que isso seja possível, é necessário ter atenção às escolhas dos ativos. Se o objetivo for receber os proventos de maneira consistente, é fundamental selecionar FIIs ou ações que fazem pagamento de dividendos frequente.

Para aumentar suas chances de sucesso, pode valer a pena recorrer à análise fundamentalista.

Por meio de indicadores como o dividend yield, por exemplo, você entende qual é o retorno obtido em relação ao valor inicial alocado.

Além disso, é possível utilizar outros dados relacionados ao pagamento de proventos para tomar decisões mais acertadas.

Aqui no Clube do Valor, nós ensinamos uma estratégia totalmente focada em dividendos: o Método Bazin! Você pode ler um artigo sobre ele apertando aqui!

Como você viu, saber como funciona o pagamento de dividendos de ações e fundos imobiliários e entender a estratégia com foco em proventos pode ajudar você a escolher os melhores ativos para o seu portfólio.

Antes de alocar seus recursos, no entanto, não deixe de considerar seu perfil de investidor e objetivos.

Para saber mais sobre uma das classes de ativos que mais pagam dividendos, conheça nosso curso “Como Investir em Fundos Imobiliários!”

Com isso, me despeço por hoje!

Bons investimentos!