Gestão de Carteiras de Investimentos: Fazer por Conta Própria ou Delegar para um Profissional? Entenda Tudo Sobre Esse Serviço Aqui!

Gestão de carteiras de investimentos.

Você já ouviu falar nisso?

Eu aposto que não.

Afinal, poucos conhecem esse serviço.

O motivo?

Sua escassez.

O serviço de gestão de carteiras de investimentos, ou simplesmente “gestão de investimentos”, é bastante raro de ser oferecido para o investidor brasileiro.

Afinal, ele requer um grande envolvimento entre o profissional que o presta e o cliente.

Mais do que isso: ele é altamente regulado.

O profissional (gestor de investimentos) que deseja realizar a gestão de carteiras precisa passar por um difícil processo de credenciamento.

Não à toa: com esse serviço, o prestador se torna responsável por todas as compras e vendas de ativos em nome de seus clientes.

Uma responsabilidade e tanto.

Na minha experiência, entretanto, percebo que muitas pessoas confundem esse serviço com o de assessoria ou com o de aconselhamento financeiro.

Talvez você mesmo esteja se perguntando, agora:

Qual é a diferença da gestão de carteiras para outros serviços, como a assessoria de investimentos?

Bem…

Essa é apenas uma das várias perguntas que eu quero responder nesse artigo.

Aqui, quero te explicar melhor como funciona esse que é considerado o serviço mais premium do mercado financeiro brasileiro.

Também vou te explicar porque eu considero o gestor de investimentos com uma espécie de “advogado” do mercado financeiro.

Ficou curioso? Ou interessado em saber mais?

Então continue lendo esse artigo para saber mais sobre pontos como…

O QUE É A GESTÃO DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS?

Vamos começar pelo básico.

Pense na resposta para a seguinte pergunta:

Como as minhas decisões de investimentos são tomadas?

Num mundo ideal, elas seriam tomadas com base em uma boa estratégia de investimentos.

Nesse mesmo mundo ideal, você teria criado o seu planejamento financeiro, definido a sua alocação de ativos ideal e investido nos ativos que mais se enquadram com a sua alocação pré-determinada.

Você teria feito uma boa análise de quais ações comprar, escolhido um bom mix de títulos de renda fixa e, eventualmente, até investido em imóveis.

E aqui, eu cito o termo “mundo ideal”, porque eu sei que a maioria dos investidores não faz isso.

E isso é super comum!

Afinal, provavelmente a sua agenda é lotada de tarefas profissionais e pessoais e, nesse sentido, criar ainda mais atribuições para lidar com seus investimentos pode ser bastante complicado.

Se esse for o seu caso, temos que reconhecer: você não faz uma boa gestão da sua carteira de investimentos.

E isso é, realmente, normal.

E por isso que surgiu o serviço de gestão da carteira de investimentos.,

Esse é um serviço em que um gestor profissional, credenciado pela CVM, assume o “controle” da sua carteira de investimentos.

Por “assumir o controle”, eu me refiro à tomada de decisões como:

  • Qual estratégia de investimentos seguir;
  • Quais classes de ativos e quais ativos adquirir;
  • Como otimizar a relação entre risco e retorno;
  • E muito mais.

Esse é o serviço de gestão de investimentos.

Em linhas gerais, vemos esse serviço muito ligado à gestão de fundos de investimentos.

Entretanto, ele pode ser realizado diretamente na sua própria carteira de investimentos!

Por isso que ele assume esse nome: gestão de carteira de investimento.

Agora, deixe-me explicar o seu funcionamento.

COMO FUNCIONA A GESTÃO DE CARTEIRAS DE INVESTIMENTOS?

Bom… Acabei de te explicar o que é o serviço de gestão de carteiras.

Mas eu tenho certeza que ainda não ficou claro para você como esse serviço funciona.

E entender o funcionamento desse serviço é muito importante para que você entenda, também, como funcionam os demais serviços oferecidos no mercado financeiro e as principais diferenças entre cada forma de atuação profissional no mercado financeiro.

Para explicar o funcionamento da gestão de carteiras de investimentos, eu gosto de fazer uma analogia com o trabalho de um advogado:

Quando você possui uma demanda jurídica, o que você faz?

Certamente, contrata um advogado.

A partir de então, é o advogado que vai escolher qual é a melhor estratégia para lidar com essa demanda, quais são as peças jurídicas para garantir os seus direitos e todos os demais trâmites, correto?!

Agora pense:

Como funciona o processo da realização de um investimento?

Em via de regra, temos dois cenários que mais vigoram no Brasil.

No primeiro, o investidor estuda por conta própria, através da leitura de livros e blogs e, sozinho, escolher uma estratégia de investimentos a seguir e tomar suas decisões financeiras.

No segundo cenário, o investidor pode recorrer à ajuda de um profissional de investimentos para lhe assessorar.

E aqui, entram três diferentes figuras no mercado financeiro:

Vamos entender melhor um pouco mais como funciona cada uma dessas atuações.

A Atuação do Assessor de Investimentos

Das três figuras citadas, essa é a mais comum.

Sabe aquele profissional que diz te orientar sem “cobrar nada” direto de você?

Esse é o assessor de investimentos ou “agente autônomo de investimentos”.

Ele, de fato, não manda nenhum boleto e não faz nenhuma cobrança direta de seus clientes.

Mas, evidentemente, ele é remunerado de alguma forma.

E essa forma é através das comissões que ele recebe com base nos produtos que seus clientes aplicam.

Eu não gosto desse formato de remuneração.

Afinal, eu vejo um grande conflito de interesses nele: quanto maior for o custo do cliente (mais taxas o cliente pagar), mais o assessor vai ganhar de comissões.

Além disso, o assessor não pode realizar operações em nome do cliente, a não ser que o cliente dê uma ordem expressa (por telefone ou e-mail) nesse sentido.

Portanto, ele não é a figura ideal para ajudar o investidor na gestão de sua carteira de investimentos.

Pelo menos, na minha visão.

Por isso, vamos entender o trabalho de uma outra figura… O analista de investimentos.

A Atuação do Analista de Investimentos

O analista de investimentos é o profissional pago pelos relatórios de análise que ele distribui.

Diferentemente da relação entre cliente e assessor, aqui o cliente tem pleno conhecimento do quanto ele está gastando para contar com o serviço do profissional.

Afinal, esses relatórios (ou séries de relatórios) têm um custo.

Apesar de gostar mais do modelo de negócios do analista do que o do assessor, pois este é muito mais transparente do que o primeiro, eu também vejo alguns conflitos de interesses na relação entre profissional e cliente.

Deixe-me explicar melhor:

Para o analista ou empresa de análise ser remunerado, ele precisa vender relatórios.

E para vender relatórios de investimentos de forma consistente, muitas vezes as empresas de análise recorrem a promessas mirabolantes para seduzirem compradores.

Não é incomum encontrarmos chamadas como essas abaixo vindo de empresas de análise:

“Conheça a estratégia que pode render 1.500% ao ano”

“A oportunidade da década da bolsa”

Isso acaba sendo natural nesse mercado: afinal, para vender mais relatórios e se remunerar melhor, o analista precisa mexer bastante com o senso de urgência de seus potenciais compradores.

Agora, a grande pergunta aqui é:

O analista pode ajudar o investidor a fazer a gestão da sua carteira?

Sim.

Eu conheço algumas pessoas que contam a com a ajuda de relatórios de análises para fazer a gestão da sua carteira de investimentos.

Mas, novamente, cabe ressaltar: o analista não pode prestar o serviço de gestão profissional de carteiras.

Afinal, esse serviço está fora do seu escopo de atuação, sendo garantido apenas ao gestor de recursos.

A Atuação do Gestor de Recursos

Te lembra da analogia que eu fiz com o trabalho do advogado?

Pois bem: no mercado financeiro, o profissional que assume por completo a gestão de sua carteira de investimentos é o gestor de recursos.

Para mim, essa é a forma de atuar que mais alinha os interesses do cliente com os do profissional.

Como contrapartida desse trabalho, ele pode ser remunerado de duas formas:

  • Com uma taxa de gestão ou taxa de administração sob os ativos geridos; e
  • Com uma taxa de performance por bons resultados;

A primeira taxa, de administração, incide sobre a totalidade dos ativos geridos de seus clientes.

Já a segunda, a de performance, geralmente é sobre o excedente de retorno da carteira do cliente em relação a um indicador de mercado.

Por exemplo:

Fundos de ações costumam cobrar uma taxa de administração de 2% ao ano + taxa de performance de 20% sobre a rentabilidade que exceder a rentabilidade o Ibovespa;

Fundos multimercado costumam cobrar uma taxa de administração de 1,50% ao ano + taxa de performance de 20% sobre a rentabilidade que exceder a rentabilidade do CDI;

Os gestores não podem ser remunerados de nenhuma outra forma.

Eles não podem ganhar comissões sobre os ativos indicado, tampouco vender relatórios de análises.

Eles recebem apenas as taxas de administração e performance, que seguem regras claras e de conhecimento do cliente.

E é justamente por isso que eu julgo ser a melhor – e mais eficiente – forma de atuação no mercado financeiro.

Há algum tipo de conflito de interesses?

Sim. Pode haver.

Em alguns casos, os gestores podem seguir uma linha de assumir riscos desnecessários para os clientes em troca da busca por uma taxa de performance maior.

Entretanto, das três formas de atuação, essa é a que eu julgo ser a mais tranquila em relação aos potenciais conflitos de interesses.

Feitas essas explicações vamos, agora, entender um pouco mais sobre essa forma de atuação.

VANTAGENS DE TER UMA CARTEIRA GERIDA DE FORMA PROFISSIONAL

Como tudo na vida, a gestão de investimentos de forma profissional tem seus pontos positivos e negativos.

Vamos começar avaliando os positivos.

#1 – Tempo

Você já se imaginou livre da preocupação de ter que ficar acompanhando diariamente, semanalmente ou mensalmente seus investimentos?

Talvez esse seja um dos maiores benefícios de ter uma carteira de investimentos gerida de forma profissional:

Tempo.

Ao contratar o serviço de gestão de carteiras de investimentos, você elimina esse tipo de preocupação da sua vida.

Afinal, se você optar por delegar a gestão da sua carteira para um gestor profissional que você confie, você libera mais tempo para focar nas coisas que são realmente importantes para você: seu trabalho, sua família e seus hobbies.

#2 – Expertise

Eu acredito que todas as pessoas possuem condições de fazer a gestão da sua própria carteira de investimentos.

E não falo da boca para fora.

Não é à toa que eu me dedico bastante à criação de conteúdos no blog e no canal do Clube do Valor no YouTube.

Agora, verdade seja dita: para isso, é necessário ter bastante estudo.

E nem todos possuem a força de vontade de mergulhar de cabeça nos estudos financeiros.

Tenha certeza: ser um apaixonado pela busca de conhecimento financeiro é pré-requisito para que você consiga desenvolver as competências necessárias para fazer a gestão da sua carteira da melhor forma possível.

Esse é um dos caminhos naturais que você pode seguir.

O outro é o de contratar a expertise.

Com o serviço de gestão de carteiras de investimento, você garante que vai ter a sua carteira gerida por uma equipe com bastante experiência no assunto.

Você paga uma taxa em troca da expertise de trabalhar com profissionais qualificados ao seu lado.

#3 – Experiência

Se de um lado temos o conhecimento (a expertise), do outro temos a vivência prática.

Muito provavelmente, um gestor profissional de investimentos terá muito mais experiência do que você no mercado financeiro.

Afinal, o credenciamento não é simples de ser conquistado e requer, inclusive, a comprovação de experiência profissional de pelo menos 3 anos na área.

Portanto, ao contar com uma gestão profissionalizada da sua carteira você está contando, também, com a experiência do gestor contratado.

#4 – Flexibilidade na alocação dos recursos

A gestão de uma carteira de investimentos, se comparada à gestão de um fundo de investimentos, é muito mais personalizada.

Afinal, aqui a carteira foi desenhada com base nos seus objetivos financeiros e na sua tolerância ao risco.

Portanto, contamos com muito mais flexibilidade na criação e manutenção de sua carteira de ativos.

#5 – Gestão das obrigações tributárias

Um dos aspectos negativos de investir por conta própria é fazer uma boa gestão das suas obrigações com a receita federal.

É mapear o custo médio de aquisição de suas ações e os proventos recebidos por fundos imobiliários.

É saber como declarar, no seu imposto de renda, cada ativo da sua carteira.

Tenha certeza: com a sua carteira gerida de forma profissional, o gestor vai te passar todos os dados necessários para garantir as suas obrigações com o leão.

DESVANTAGENS DE TER UMA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS GERIDA POR UM PROFISSIONAL

Conhecidas as principais vantagens de uma gestão profissionalizada da sua carteira, vamos falar agora sobre as desvantagens.

#1 – Custo

“Não existe almoço grátis” ~ Milton Friedman

Essa é uma frase que eu gosto muito de repetir e levo comigo como uma grande verdade universal.

No mercado financeiro, essa verdade não poderia ser maior.

Assim como o assessor precisa ser remunerado pelo seu trabalho com suas comissões e o analista com a venda de seus relatórios, existe um custo de ter sua carteira gerida por um gestor profissional.

E esse custo raramente é inferior a 1,00% ao ano + performance.

Algumas gestoras optam por cobrar uma taxa menor para o cliente e fazer as alocações via fundos de investimento (tendo uma sobreposição de taxas e aumentando a taxa total significativamente).

Outras, cobram uma taxa um pouco maior e fazem a alocação diretamente nos ativos, de forma discricionária.

Eu, pessoalmente, prefiro o segundo caso e ele que eu utilizo com meus clientes.

Além destes custos “padrão”, podem existir alguns outros custos indiretos, como uma taxa para o serviço de cotização de carteira.

E isso nos leva à segunda desvantagem:

#2 – Acessibilidade

É fato: o serviço de gestão de carteira de investimentos não é acessível à maior parte dos investidores.

Aliás, eu credito boa parte do desconhecimento do investidor sobre esse serviço a esse fato.

Isso porque a maioria das gestoras de recursos focam em clientes de alta renda.

Assim, investidores com um capital menor muitas vezes não conseguem acessar uma boa gestora de recursos.

Felizmente, o mercado está evoluindo muito nesse sentido.

Eu mesmo, através da AGM Brasil, ofereço esse serviço para investidores com patrimônio mínimo de R$ 500.000,00.

Se você se encaixa nesse perfil ou está quase chegando lá, solicite um contato conosco clicando aqui.

Já outras gestoras, como a Vérios Investimentos, oferecem o serviço de gestão de investimentos automatizada através dos robo-advisors, com uma aplicação mínima de R$ 12.000,00.

Em outras palavras: atualmente não são apenas as maiores fortunas do país que tem acesso a um serviço de alto nível como o de gestão.

CONCLUSÃO: AS DUAS FORMAS DE GERIR SUA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS

Então, é isso.

Nesse artigo, eu te apresentei o serviço de gestão de carteira de investimentos e também mostrei as diferenças entre gestor, assessor e analista.

Além disso, mostrei as duas formas que você pode optar por fazer a gestão da sua carteira:

  • Por conta própria, de forma direta; e
  • Com o auxílio de um gestor profissional;

Ambas as maneiras possuem suas vantagens e desvantagens.

O caminho quem escolhe é você: se você gosta muito de finanças e de dedicar um tempo da sua vida à gestão de sua carteira, então opte por fazer a gestão por conta própria.

Caso contrário, delegue a gestão para um profissional, libere mais tempo para fazer as coisas que são realmente importantes na sua vida e conte com a expertise de uma equipe profissionalizada de gestão.

O importante, realmente, é cuidar bem do seu dinheiro.

E é isso que eu quero para você.

Caso você tenha ficado com alguma dúvida sobre o nosso serviço de gestão, então preencha o formulário abaixo:


E caso você tenha alguma dúvida específica sobre o conteúdo do artigo, compartilhe ela comigo nos comentários.

Vou adorar saber o que você achou desse conteúdo.

Forte abraço e até a próxima,

Ramiro Gomes Ferreira