carteira de investimentos
Foto: Pexels | Carteira de Investimentos.

Se você faz parte dos 10% de brasileiros que começaram ou estudam como investir seu dinheiro, principalmente na Bolsa de Valores, já deve ter se deparado com o termo “carteira de investimentos”. 

Mas, você sabe o que significa, realmente, essa tão comentada carteira de investimentos? Melhor ainda, sabe como compor uma carteira de investimentos significativa, por tipos de estratégia? 

Se a sua resposta é “não”, não se preocupe! Para te ajudar a entender melhor sobre o que é e como funciona a carteira de investimentos, a equipe do Clube do Valor desenvolveu este conteúdo completo. 

Nele, você entenderá tudo sobre quais são as estratégias de investimento para montar seu portfólio, quais são os melhores tipos de ativos e o passo a passo de como criar sua carteira de investimentos do zero. 

Para aprender tudo isso, basta continuar a leitura e acompanhar o conteúdo que preparamos. Confira e tire todas as suas dúvidas!

Conceito de carteira ou portfólio de investimentos

Antes de entender como montar sua carteira de investimentos, é essencial saber o que significa o conceito, também conhecido como portfólio de investimentos. 

Assim, saiba que a carteira de investimentos representa uma coleção de ativos nos quais você investe. 

Com ela, sua visualização de onde seu dinheiro está investido fica mais fácil e transparente. 

Além disso, você também pode reavaliar para onde deseja reaplicar seu dinheiro ou decidir se já está na hora de diversificar seus ativos.

Afinal, o ditado “não colocar todos os ovos em uma cesta só” é muito verdadeiro e se aplica perfeitamente nos investimentos. 

É exatamente por isso que a carteira de investimentos de cada investidor é diferente e deve ser montada com base nos seus objetivos de curto, médio e longo prazo. 

Qual é o objetivo de montar uma carteira de investimentos?

carteira de investimentos objetivo
Foto: Pexels | Qual o seu objetivo ao montar uma carteira de investimentos?

O objetivo de montar uma carteira de investimentos varia muito de pessoa para pessoa. Alguns, ao escolher onde aplicar seu dinheiro focam apenas em objetivos de curto prazo. 

Outros, de modo mais sábio e maduro, buscam objetivos sólidos no longo prazo. 

É por isso que é praticamente impossível “copiar e colar” uma carteira de investimentos ou investir nas mesmas coisas que o seu colega de trabalho ou familiar investe. 

Imagine como seria se você desejasse, por exemplo, juntar dinheiro para o seu intercâmbio daqui a 3 anos. 

Sua carteira de investimentos sem sombra de dúvida seria diferente de alguém que busca montar um conjunto de renda passiva para sua aposentadoria daqui a 20 anos, por exemplo. 

Esse exemplo apenas ressalta a importância de adquirir conhecimento para montar a sua própria carteira, ou pedir a ajuda de alguém capacitado para fazê-lo.

Tipos de portfólios por tipos de estratégia de investimento

Apesar de ser insensato copiar as estratégias de alguém, é possível conhecer todos os tipos de carteira de investimentos existentes para se inspirar e montar a sua própria. 

Conheça, a partir de agora, alguns exemplos de portfólios de investimentos por tipos de estratégia. 

1. Crescimento

A primeira estratégia possível, que será responsável por guiar os seus investimentos, é a de crescimento. 

Crescimento, aqui, corresponde ao investimento em empresas, títulos e investimentos que estão em crescimento constante, a fim de lucrar junto com eles. 

Geralmente, as empresas que estão em acelerado crescimento costumam ter títulos mais caros, mas expectativas de retorno mais vantajosas. 

Isso significa que, neste caso, a lógica dos investimentos em renda variável também se aplica: quanto mais riscos você assumir, mais lucros e retorno financeiro você pode conquistar. 

2. Renda

A carteira de investimentos baseada em renda tem esse nome porque visa atingir uma renda estável ao investidor, de modo mensal. 

Essa carteira pode ser considerada o oposto da primeira, já que ao invés de buscar ativos com lucro crescente, busca a estabilidade e lucratividade pequena, porém constante. 

Apesar de também ser possível investir em ações nesse caso, o foco é no valor dos dividendos mensais e não se as ações estão propensas à hipervalorização. 

Isso faz com que os riscos envolvidos sejam menores, sem desconsiderar o interesse pela lucratividade. 

3. Valor

Por fim, uma terceira opção de estratégua para a sua carteira é investir com foco em valor

Aqui, ao contrário do exemplo anterior, o que determinará se um ativo fará parte ou não da sua carteira será a expectativa de valorização da ação ou título. 

Essa visão futura é o segredo para investir na compra de ações baratas, de empresas não tão famosas ou valorizadas para que, em alguns anos, elas se destaquem e sejam engrandecidas, consideradas mais caras.

Tipos de ativos para compor uma carteira de investimentos

carteira de investimentos tipos de ativos
Foto: Pexels | Quais são os tipos de ativos que podem compor o seu portfólio?

Existem vários tipos de investimentos que podem compor a sua carteira. Desde ações, como citado nos exemplos acima, até títulos de renda fixa, FIIs e ETFs. 

Cada modalidade pode ser escolhida conforme o seu perfil de investidor — se mais conservador, moderado ou arrojado. 

Veja a seguir quando investir em cada ativo e quando eles são vantajosos para uma estratégia. 

Ações

As ações representam estratégias totalmente viáveis para os investidores que gostam de assumir mais riscos em troca de possibilidades de retorno maiores. 

É claro que, em casos de pouco dinheiro para investir, o melhor a fazer é não investi-lo todo em ações de alto risco e volatilidade, já que seu investimento poderia não ter retorno. 

Caso isso acontecesse, você poderia acabar perdendo dinheiro na Bolsa, ao invés de ganhá-lo, como era o objetivo inicial.

Ao escolher suas ações, que nada mais são do que pedacinhos de ativos de empresas, o importante é ter estratégia para encontrar ações com valor justo

Afinal, quando você compra ações, se torna sócio da empresa e, ao passo que ela lucra, você também lucra junto através de dividendos e seu aumento de capital. 

Ao escolher quais ações valem mais a pena, é necessário avaliar o histórico da empresa no mercado, a fim de constatar se ela tem valorizado ou não, quais são as estimativas de ganhos futuros e, por fim, o valor da ação.

Nesse processo, é importante saber enxergar cenários de ações de longo prazo — afinal, empresas que são “desconhecidas” hoje podem ser as mais famosas amanhã. 

Comprar essas ações enquanto elas ainda são baratas e pouco conhecidas abre portas para que você consiga lucrar conforme as empresas crescem e, se quiser, vender a ação por um valor muito mais alto do que a comprou. 

Essas são as melhores ações para a sua carteira de investimentos e merecem atenção.

Alguns exemplos de ações que pagam dividendos, que você pode lucrar, são:

  • Banco ABC Brasil, com código ABCB4;
  • BB Seguridade, sob o código BBSE3;
  • Comgás, que tem o código CGAS5;
  • Itaúsa, de código ITSA4;
  • Smiles, sob o código SMLS3;
  • Wiz, WIZS3 e muitas outras.

Títulos de renda fixa

Os títulos de renda fixa são a melhor opção para aqueles investidores mais inseguros, que ainda estão iniciando no mercado e não estão dispostos a investir em ações, que são mais arriscadas e incertas. 

A renda fixa é a maior aliada de investidores conservadores, que preferem estabilidade e rendimentos pré-determinados a esperar cenários imprevisíveis.

Dentro da modalidade de renda fixa, existem muitos títulos interessantes, que podem ser muito viáveis dependendo de qual seja o seu objetivo. 

Alguns exemplos de títulos de renda fixa que você pode investir são:

  • CDB (Certificado de Depósito Bancário);
  • LC (Letra de Câmbio);
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário);
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio);
  • LTN (Letra do Tesouro Nacional);
  • LFT (Letra Financeira do Tesouro, hoje Tesouro Selic);
  • NTN (Nota do Tesouro Nacional) e muitos outros.

>> Veja também: LTN ou LFT? Descubra Qual Título Público é o Melhor Para Você

Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários (FIIs) são ótimas opções para quem deseja investir no mercado imobiliário. 

Os títulos comprados funcionam como uma espécie de arrecadação para que os empreendimentos físicos sejam construídos ou adquiridos. 

Afinal, quanto mais pessoas comprarem, mais dinheiro será arrecadado e, quando o imóvel estiver pronto, cada investidor terá sua parcela, na proporção do seu investimento. 

Essas são boas opções para quem deseja mais estabilidade e expectativa de retorno a longo prazo, de modo seguro. 

Além disso, é uma excelente maneira de participar no mercado imobiliário sem precisar, necessariamente, comprar um imóvel para si — na realidade, essa é a grande “sacada” dos melhores fundos imobiliários. 

ETFs (Fundos de índice)

Os Exchange Traded Funds (ETFs) ou simplesmente Fundos de Índice são fundos de investimento listados em bolsa de valores.

Em outras palavras, são como empresas de capital aberto, que têm um código e cotação que variam a cada minuto.

No Brasil, já existem cerca de 15 ETFs, mas, no exterior, esse número ultrapassa a casa dos mil, especialmente em localizações como Estados Unidos. 

Para que ele seja administrado, é necessário uma gestão passiva e saber como investir em ETFs, ou seja, basta comprar e vender ativos que reflitam os índices de mercado. 

A rentabilidade dos ETFs são dadas conforme o índice escolhido para analisar e, por isso, podem variar muito — uma característica da renda variável. 

Assim, os ETFs não são os mais indicados para quem está começando a investir agora, já que, além de oferecer baixa liquidez, o ativo pode não ser um item interessante para compor sua carteira.  

Fundos de Investimento

Os fundos de investimento funcionam com o investimento conjunto de vários investidores, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, que são aplicados para a compra de outros títulos. 

Dessa forma, como o investimento é “em grupo”, é possível arrecadar valores mais altos para investir em títulos vantajosos, que serão divididos entre os investidores de modo proporcional ao seu investimento. 

Existem vários tipos de fundos de investimentos, entre eles:

Todas essas são opções que podem te interessar, especialmente se você é um investidor iniciante. 

Afinal, as ações costumam ser gerenciadas por um gestor especializado, que vai te informando sobre a lucratividade e rentabilidade dos ativos investidos periodicamente.

Aspectos para considerar ao montar uma carteira ideal

carteira de investimentos o que
Foto: Pexels | O que considerar ao montar o seu portfólio de investimentos?

Para escolher qual desses ativos investir e montar a sua carteira de investimentos, é preciso levar em conta 3 pilares essenciais: o tempo, sua tolerância ao risco e o objetivo do investimento. 

Horizonte de tempo

O tempo é uma característica importante para definir quais ativos escolher ao aplicar seu dinheiro. 

Afinal, de nada adianta, por exemplo, se você precisa do lucro obtido em curto prazo, em menos de 2 anos, por exemplo, e escolher um ativo com expectativa de rentabilidade acima de 5. 

Isso não faria sentido para a sua estratégia e não te beneficiaria em nada. Por isso, pergunte-se:

  • Em quanto tempo precisarei do retorno sobre o investimento em mãos?
  • Preciso conseguir resultados expressivos em curto prazo ou estou disposto a investir tempo em ativos com alta expectativa de rentabilidade futuras?
  • Quanto tempo eu tenho para investir em conhecimento e começar a investir sozinho? (Afinal, aprender a investir e fazer as escolhas corretas leva tempo e precisa de dedicação);

Com esses pontos em mente, você terá uma noção de qual a sua expectativa e necessidade frente aos investimentos que lhe são apresentados. 

Tolerância ao risco

Outro ponto crucial é saber até que ponto você está disposto a investir e arriscar. 

Como você já percebeu, anteriormente citamos investimentos de maior e menor risco, tendo rentabilidades proporcionais. 

Assim, analise sua estratégia de investimentos e qual o seu perfil de investidor:

  • Conservador, resistente a mudanças e imprevistos, que prefere não assumir riscos e ter previsibilidade nos seus investimentos;
  • Moderado, que está disposto a aceitar alguns riscos com moderação, sem que eles sejam extremos demais, mas com a oportunidade de maiores rendimentos;
  • Ou arrojado, que está aberto a quaisquer tipos de riscos, desde que a expectativa de lucratividade seja alta e valha a pena. 

Esse exercício de autoconhecimento será o seu norte ao escolher os tipos de ativos. 

Objetivo/finalidade

Por fim, mas não menos importante, é imprescindível que você saiba quais são os seus objetivos financeiros: 

  • Onde você deseja chegar? 
  • O que pretende conquistar? 
  • Por que decidiu investir?
  • Quais tipos de investimentos o deixarão mais perto do seu objetivo?

Essa reflexão criará um certo “filtro”, ou direcionamento, para que você escolha apenas os investimentos que te ajudam a estar um passo à frente, cada vez mais próximo ao seu alvo. 

Etapas e processo para construção e gestão do portfólio

carteira de investimentos etapas
Foto: Pexels | Etapas para a gestão dos seus ativos.

Com todos esses pontos em mente, sua carteira de investimentos ou portfólio está pronto para ser montado. 

Para que a construção da sua carteira de investimentos seja bem sucedida, basta seguir os 4 passos que listamos abaixo.

1: Determine a alocação ideal dos ativos

Para determinar onde alocar seus ativos, analise quantos anos você tem disponíveis para aumentar o seu patrimônio.

Analise também qual a sua situação financeira atual, para identificar qual o grau de dificuldade deste crescimento. 

Uma pessoa prestes a se aposentar, com uma fortuna interessante acumulada tem objetivos e cenários ideais diferentes do que um jovem que acabou de sair da casa dos pais para iniciar uma faculdade, por exemplo. 

Por isso, sua idade é um fator muito importante. 

2. Diversifique entre diferentes classes de ativos

Como dissemos anteriormente, depositar “todos os ovos numa cesta só” não é uma estratégia inteligente e pode acabar te levando ao fracasso. 

Por isso, busque diversificar os seus ativos entre renda fixa e variável e suas subclasses, sempre respeitando o seu tempo e seu perfil. 

Você também pode variar entre investimentos nacionais e internacionais, com títulos cambiais ou europeus. 

Quando começar a diversificar a sua carteira não tenha medo de escolher uma porcentagem pequena de novos ativos interessantes, que te levam fora da sua zona de conforto.

3. Reavalie a estratégia e alocação periodicamente

Investir é uma ação constante, que deve estar sempre em movimento. Não basta, por exemplo, adquirir um título e deixá-lo “às traças”. 

Periodicidade é necessário reavaliar sua estratégia e sua alocação de investimentos. Afinal, seu contexto e seus objetivos podem mudar, demandando uma nova estratégia.

4. Rebalanceamento de carteira

Se, durante a sua reavaliação você perceber que um tipo de ativo é prejudicialmente predominante, tomando a maior parte dos seus recursos, é hora de mudar!

Rebalanceie a sua carteira e não tenha medo de vender os ativos que não estão dando tanto lucro e reinvestir o dinheiro em outros, com maior expectativa de crescimento e valorização. 

O mesmo vale para aqueles títulos que você percebe que estão prestes a sofrer uma queda brusca — se “livre” deles enquanto ainda é tempo e os substitua por novos. 

A importância da diversificação e como fazê-la

Dentre as etapas necessárias para a manutenção de uma boa carteira de investimentos, a mais importante é a diversificação.

Ter uma boa estratégia de diversificação de investimentos é o melhor modo de proteger a sua carteira e deixá-la cada vez mais lucrativa.

Para definir como aplicar a diversificação, basta fazer um balanço da porcentagem de ativos que você possui em sua carteira de investimentos em cada área como renda fixa e variável. 

Também tende prever quais os possíveis riscos e dificuldades a serem enfrentados pela sua estratégia atual e trace planos de ação para mudar esse cenário. 

Por que contar com uma gestão profissional da sua carteira?

carteira de investimentos objetivo gestão
Foto: Pexels | Por que contar com a gestão dos seus ativos por profissionais?

Para correr os menores riscos possíveis e ainda escolher os melhores ativos para compor a sua carteira de investimentos, a opção mais inteligente é buscar a ajuda de profissionais que dominam o assunto e conhecem bem o mercado. 

Para isso, basta contratar um serviço de gestão de carteira de investimentos, este é um serviço escasso no Brasil, já que exige alto nível de especialização e envolvimento entre os profissionais e os clientes. 

Por isso, geralmente tem um preço expressivo de mercado e é mais difícil de encontrar. 

Se você tem seus primeiros 100 mil reais para investir, o melhor a fazer é escolher um serviço de consultoria de investimentos. 

Afinal, assim você economiza tempo com o conhecimento de profissionais altamente qualificados e obtém o conhecimento necessário para investir sozinho, cuidando do seu patrimônio. 

Caso o seu montante seja de mais de 500 mil reais, o ideal é apostar no nosso serviço de Wealth Management, que é totalmente completo e oferece as melhores soluções do mercado.

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  • tranquilidade ao perceber que seu capital está protegido e oferecendo ótimos rendimentos;
  • e o mais importante: terá condições de dedicar ainda mais tempo de qualidade à sua família, seus hobbies e seu descanso. 

Conheça o nosso serviço de Wealth Management agora mesmo e mude o futuro do seu dinheiro!

Conclusão

Percebeu como a carteira de investimentos é essencial para ter sucesso e fazer o seu dinheiro trabalhar por você?

Neste artigo, você entendeu como é importante ter clareza de seus objetivos e apostar na diversificação do seu patrimônio, além de buscar os ativos que mais satisfazem suas necessidades. 

Se você gosta desse tipo de conteúdo, precisa conhecer a série de artigos que já temos disponíveis no Blog do Clube do Valor — neles, você aprende sobre investimentos de modo simples e descomplicado!