Quem faz investimentos e procura formas de proteger a carteira contra riscos deve conhecer a estratégia de diversificação. Ela é bastante difundida e conhecida, mas ainda gera algumas dúvidas entre investidores.

Para ter uma carteira realmente diversificada, é preciso considerar fatores cruciais no momento de alocar seus recursos. Por isso, saber a importância dessa estratégia e como aplicá-la ao seu portfólio trará mais segurança financeira.

Neste conteúdo você entenderá o que é a diversificação e como ela funciona. Além disso, também saberá como diversificar a sua carteira. Confira!

O QUE É A DIVERSIFICAÇÃO DE INVESTIMENTOS?

diversificar a carteira de investimentos

Quem quer diluir e manejar os riscos do portfólio costuma encontrar a dica de diversificar os investimentos. Mas você sabe o que isso realmente significa ao tomar decisões sobre alternativas de aportes?

Primeiro é preciso entender que todo investimento traz algum tipo de risco. Mesmo aqueles de renda fixa, considerados os mais seguros — como títulos públicos — estão sujeitos a perdas e inadimplências.

Isso acontece, principalmente, por conta do risco de mercado. Assim, situações econômicas, crises locais ou mundiais e intervenções governamentais afetam os aportes. Entretanto, nem todas as alternativas estão sujeitas ao mesmo risco — ou se comportam da mesma maneira diante dele.

Isso significa, por exemplo, que um título de dívida pública sofre influências de determinados aspectos. Enquanto isso, as ações de uma empresa têm oscilações diante de motivos geralmente diferentes.

Dessa maneira, diversificar significa alocar os recursos em diversos tipos de alternativas de investimentos. Com essa estratégia, a carteira estará exposta a diferentes mercados, setores e riscos. Logo, o seu capital não está sujeito a apenas um fator.

PARA QUE SERVE A DIVERSIFICAÇÃO?

para que serve a diversificação?

Você entendeu o que é a diversificação, mas para que ela serve se expõe a carteira a diversos riscos diferentes? Aqui é importante entender que, apesar de o seu portfólio se expor a diferentes possibilidades, elas não ocorrem ao mesmo tempo ou da mesma forma.

Nesse cenário, é fundamental que você conheça os principais tipos de riscos nos investimentos. Confira:

  • Risco de Mercado: afeta o preço de títulos e ativos conforme fatores macroeconômicos;
  • Risco de Crédito: está ligado às alternativas em que há relação de credor e devedor, como os títulos de dívida, e diz respeito ao risco de o devedor não honrar seu compromisso;
  • Risco de Liquidez: trata do risco de não conseguir converter o investimento em dinheiro com facilidade;
  • Risco de Setor: são os riscos atrelados a determinadas áreas econômicas, que afetam o preço dos investimentos.

Desse modo, as alternativas estão sujeitas a esses riscos, mas não a todos eles ao mesmo tempo. Por exemplo, quem investe em títulos do Tesouro Direto está vulnerável ao risco de mercado e ao risco de crédito.

Por outro lado, quem compra ações não tem problemas com o risco de crédito, mas se expõe ao risco setorial. E também tem risco de mercado, mas se comporta de modo diferente da renda fixa.

Logo, a ideia é diversificar a exposição aos riscos, para que um só fator não afete todo o seu capital.

COMO DIVERSIFICAR A CARTEIRA?

como diversificar a carteira

Como você viu, a estratégia de diversificação é fundamental para fazer uma boa gestão de riscos da carteira. Porém, não basta escolher diversos tipos de investimentos e fazer alocações em várias alternativas.

A seguir você conhecerá algumas dicas práticas para aplicar essa estratégia de maneira adequada. Confira!

Defina perfil e objetivos

O primeiro passo para escolher seus investimentos e diversificar a carteira é definir seu perfil e seus objetivos. As escolhas devem ser sempre baseadas nesses dois fatores, pois eles definem quais alternativas são adequadas.

O perfil diz respeito à tolerância aos riscos que o investidor tem: ele pode ser conservador, moderado e arrojado. Os conservadores são aqueles que têm menos resistência e preferem alternativas seguras, mesmo que isso comprometa a rentabilidade.

Já os moderados também priorizam a segurança, mas conseguem suportar mais riscos a longo prazo em boas oportunidades. Por sua vez, os arrojados são aqueles que toleram os riscos mais elevados em sua carteira.

Em relação aos objetivos, eles representam os seus sonhos financeiros e o que você deseja alcançar com seus investimentos. Então, antes de escolher uma alternativa, verifique se ela realmente o ajudará a alcançar determinada finalidade.

Esses fatores são determinantes nas suas escolhas. Tomar decisões que não são adequadas para o seu perfil ou não fazem sentido para os objetivos, mesmo que diversificadas, não trará resultados satisfatórios.

Considere prazos

Outro ponto essencial na hora de diversificar a carteira é considerar os prazos. Dessa maneira, você poderá determinar se os riscos de curto, médio e longo prazo realmente afetarão as suas decisões de investimento.

Imagine que você fez um aporte e pretende resgatá-lo somente daqui 10 anos. Uma crise econômica que afete diretamente esse ativo no próximo mês talvez não seja tão relevante, certo? No longo prazo, a tendência é a retomada da valorização.

Contudo, se você pretendia resgatar o ativo em menos de um ano, esse risco talvez seja mais significativo. Por isso, uma carteira diversificada também é aquela que conta com investimentos de prazos diferentes. Assim, é possível se organizar melhor em relação ao acesso ao dinheiro.

Conheça as alternativas do mercado

Para fazer uma boa estratégia de diversificação, é preciso, ainda, conhecer as alternativas disponíveis. Dessa maneira, você precisa saber como funciona cada opção, os riscos envolvidos e o perfil mais indicado para elas.

Diversas alternativas podem ser adequadas ao seu perfil e objetivos. Para quem busca um pouco mais de risco, por exemplo, opções como fundos de investimento imobiliários, ações e fundos de ações ajudam a trazer diversificação de mercados.

Outra dica essencial nesse momento é aprender sobre formas de investir em outros países. Essa estratégia traz ainda mais diversificação e exposição a diferentes riscos — que não têm correlação com aqueles inerentes ao mercado brasileiro.

É o caso do mercado americano. Os Estados Unidos possuem uma economia forte e uma ampla gama de alternativas de investimento. É possível investir diretamente no país, mas também não é preciso ter contas no exterior ou fazer câmbio para se expor a esses investimentos.

Na bolsa brasileira, existem possibilidades como os exchanges traded funds (ETFs) — ou fundos de índice — e os brazilian depositary receipt (BDRs), que permitem exposição internacional. Desse modo, o investidor se expõe à economia americana sem burocracia, fazendo uma gestão de riscos ainda mais completa.

Conseguiu entender por que a estratégia de diversificação de investimentos é tão importante para a sua carteira? Como você viu, ela ajuda a diluir os riscos, pulverizando o seu capital em diversas alternativas e mercados.

Assim, se torna mais fácil proteger seu patrimônio e aumentar as possibilidades de rendimento da sua carteira de investimentos!

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